Não seria mais lógico comprar um lá, já que eu tava nos States? Bobeira de gente inexperiente. Ah, se fosse hoje... Botei o bendito num case duro, a moça da cia aérea colou um “FRÁGIL” enorme do lado de fora e lá foi ele com despachado com as malas.
Comments
Log in with your Bluesky account to leave a comment
Sempre achei chique esses cases de instrumentos todo colado com adesivos de frágil, viajado. Na minha bobice, nem me preocupei. Afinal, já estou dentro do avião, não tem mais o que dar errado. Na paz de quem não tem a menor ideia do que vem por aí, capotei. Dormi a viagem quase toda.
Quando acorde, lembrei da minha mãe dizendo “agora é vestir a capinha da aventura”. Ela dizia isso toda vez que a gente viajava, que era pra deixar a teimosice de lado, ter o corpo e mente flexíveis e aproveitar. Me aprumei na cadeira, eu tava mesmo chegando nos Estados Unidos e sozinha!
Fui afiando os ouvidos pra entender a fala macarrônica do piloto e me preparando psicologicamente, com diálogos mentais sobre assuntos aleatórios, tentando argumentar comigo mesma em ingrêis proceis. Falo? Falo! Só que não. Nunca testei pra saber se eu falo mesmo, sabe?
E a gente sabe que treino é treino e jogo é jogo. Será que na hora do vamuvê essa língua enrolada desenrola? Um fio gelado desceu pelo meio das costas. Mas não liguei muito, a excitação tava maior.
Desci, passei pelo controle sem maiores problemas.
A fila enorme, demorei um tempão pra chegar no guichê e fui atendida por um senhor careca que, pela cara provavelmente já tava fazendo hora extra. Mas depois daquele monte de passaporte brasileiro, o meu era só mais um. Eu já tinha as respostas ensaiadas e deu tudo certo. Pode entrar! Aê!!!
Entrei nos States, foi mais fácil do que eu pensei.
Dei uma de esperta e fui simplesmente seguindo o povo pra chegar até a esteira com as malas. Deu certo! Pra minha sorte, a minha já tava lá, toda bonitinha me esperando. Mas peraí! Cadê o violão? Ah, ainda não deve ter saído, pensei.
Comments
Desci, passei pelo controle sem maiores problemas.
Dei uma de esperta e fui simplesmente seguindo o povo pra chegar até a esteira com as malas. Deu certo! Pra minha sorte, a minha já tava lá, toda bonitinha me esperando. Mas peraí! Cadê o violão? Ah, ainda não deve ter saído, pensei.