Neste momento, um brasileiro vítima de tráfico humano está sendo mantido escravo em Mianmar. Ele é obrigado a trabalhar 16 horas por dia em uma fábrica de golpes virtuais, cercado de homens armados. O governo brasileiro diz que acompanha a situação.
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O brasileiro Luckas Viana dos Santos foi vítima de tráfico humano e está preso, com escolta de homens armados, em uma fábrica de golpes virtuais na fronteira de Mianmar com a Tailândia, na Ásia.
O pesadelo começou em outubro, quando Santos recebeu uma proposta de trabalho: salário de US$ 1,5 mil – cerca de R$ 8,5 mil – e moradia para um contrato de seis meses. Ele topou.
Um representante da empresa o levaria até Mae Sot, uma cidade no oeste da Tailândia que faz fronteira com Mianmar.
No caminho, Santos sentiu que algo poderia estar errado. Disse ter trocado três vezes de carro. "Parece tráfico", escreveu, com uma risada. Depois, mudou o tom e pediu socorro, mas não para a polícia: afirmou que havia muitas pessoas armadas que podiam matá-lo.
Desde então, as raras mensagens que enviou relatam abuso e desespero. Trabalha 16 horas por dia. Já foi ferido com arma de choque e teve que ficar uma hora segurando um galão de água nas costas.
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Um representante da empresa o levaria até Mae Sot, uma cidade no oeste da Tailândia que faz fronteira com Mianmar.