Parece brincadeira mas não é: uma das cenas que mais me faz pensar e mais me assustou nos últimos anos ocorreu no ano passado, quando conheci uma mulher que, ao falar sobre as minhas taruagens, disse que as achava "agressivo demais"
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Desde então não tem um único dia que eu não pense nela e em como roqueiros deixaram de ser as figuras contestadoras e revolucionárias da nossa sociedade — há pelo menos 30 anos.
Agora eles, os fãs do B.e.V.R.a.R. (Bom e Velho Rock and Roll) são os medrosos. Os janotas. Os pais ingleses na década de 1960 com medo de ligar a TV e deixar os filhos verem o Paul, o George ou — pior ainda — o David
Não que tatuagem seja o único medidor de rebeldia no mundo — mas ainda são potentes sinalizadores.
Ter a perna fechada, o braço fechado, virou algo até comum e muito aceitável. O pescoço... até que em alguns lugares. E o que era impensável hoje é uma fronteira próxima (as tattoos faciais)
Em um mundo cada vez mais extremo, não parece muito que roqueiros estejam afim de tatuar a própria cara. Um funkeiro tem mais coragem — e uma porcentagem sensível das pessoas que eu conheço no techno tem tattoos na cara de diversos tamanhos
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Ter a perna fechada, o braço fechado, virou algo até comum e muito aceitável. O pescoço... até que em alguns lugares. E o que era impensável hoje é uma fronteira próxima (as tattoos faciais)
Já os roqueiros...bem, eles estão com medo de tatuar o próprio pulso, pelo visto. Sabe-se lá o que pensam do resto...