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jimanotsu.bsky.social
Escritor, tradutor, roteirista de cinema, TV e publicidade. Autor de A Batalha do Acampamonstro, O Serviço de Entregas Monstruosas e outros. Seus romances estão publicados em vários países.
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Eu e uma amiga estávamos conversando sobre worldbuilding (comércio em mundos fantásticos medievais ou futuristas), aí, ela me perguntou como eu criaria um mundo pós capitalismo. Aí eu me dei conta de que eu nem consigo imaginar, parece inescapável (sorry, Ursula) pra gerar plot/conflito.

A @takemeout.bsky.social é a minha extrovertida de estimação.

Está no ar o episódio de animação que escrevi pro Cadres. Adoro quando um projeto me tira da zona de conforto. E, por tabela, as crianças do prédio quase me acham um pai maneiro agora.

Sabe, as pessoas sempre ficam surpresas quando digo que leio "auto-ajuda". Na verdade, eu comecei por causa do David Foster Wallace, que lia coisas nível Oprah Magazine como se fosse Wittgenstein. E eu imitei. Sinceramente, li muito lixo, e muita coisa que *realmente me ajudou*.

Estava ontem no shopping com o Eliott e fomos no supermercado. Aí, ele viu uma caixa daquela farinha de aveia Quaker e arregalou os olhos. "Olha, Papai, quem tá ali na caixa!" "Quem?" "Não reconheceu, não? Você ama ele! É o MOZART!" "Nossa, é mesmo... como foi que eu não percebi?"

Hoje eu ganhei um garfo descartável com aquele arame de fechar pão enrolado nele. Um presente. De acordo com o artista residente: um "marcador de páginas" de garfo com macarrão enrolado nele.

Amo a língua inglesa (amo idiomas, na real, bem Alexander Von Humboldt) e daí fui pro alemão (e quero Old English). Isso me faz ver como, em mãos ineptas, a língua de Shakespeare pode - citando Suassuna - ser uma "língua pobre". Com Sterne, Blake, Eliot e na Bíblia KJ, o inglês canta.

David Lynch foi um dos meus mestres. Ainda que eu não veja muito dele no que faço, eu me lembro das tardes vendo e revendo os filmes dele na locadora onde eu trabalhava. Conversando com amigos sobre cenas e ideias, discutindo Twin Peaks. Eu o amava porque ele me ensinou a amar o esquisito.

Eu amo o que o Hans Zimmer fez em Duna, mas fico pensando: E se o Jóhann Jóhannsson não tivesse morrido? Duna feito por ele soaria tão alienígena.

O moleque assistiu o WWE e já tá se achando o "chefe da tribo". Tive que dar um finisher nele. Eu sou da época do Undertaker e Rey Mysterio. Mas, admito que o Jey Uso entrando com o Travis Scott foi pesado.

Traduzir um livro - um dos seus livros favoritos da vida, o melhor livro infantil já escrito - é encontrar e reencontrar o autor pelas frestas, descobrir significados que agora fico: como não vi isso antes? E o livro, que pra mim tinha gosto de "aventura", agora me soa triste em demasiado.

"Saudades de quando era vergonhoso ser ignorante." Tenho sentido isso cada vez mais.

Acho bonitinho aqueles pais que entregam a vitória pro filho. Aqui em casa o Mario Kart só ensina uma coisa: O segundo colocado é apenas o primeiro perdedor.

Eu sou tímido perto de autores que curto, mas teve o dia que vi a Elvira Vigna. Bienal. Quando eu a vi, na hora, entrei em modo fanboy, mas ela não me viu acenando. E eu não tive coragem de atrapalhar a conversa dela com outra pessoa. Meses depois ela morreu. Elogie seus autores enquanto pode.

Como Pessoa Física: não curto interagir com seres humanos. Como Escritor: Amo as conversas do Trio Tormenta (Meu Filho + 2 Amigos). A sintaxe é quebrada de um jeito *tão engraçado* que só as crianças conseguem. Elas viram o construct-i-con de cabeça pra baixo.

Quando vejo livros estrangeiros sendo elogiados, penso: Quanto disso é mão do tradutor? Exemplo: Quanto do humor de Artemis Fowl no Brasil é do Alves Calado? Quanto de Harry Potter era a Lia Wyler?

Preciso pesquisar como deserdar meu filho. No mesmo ano ele me diz que está: a) querendo torcer pro Galo b) torcendo pro Max Verstappen/Red Bull Pelo outro lado da família ele poderia torcer pra algum time do sul, mas Galo? Haha.

Meu novo livro: OS CARACUJÁS! Sai pela Editora Perabook! Nasceu de um desenho do meu filho e se tornou uma história de ninar. Um conto de fadas sobre uma das muitas Minas Gerais. Espero que gostem dos caracujás... quem sabe não tenha um na sua casa agora?

Alguns livros, quando relidos, quebram o seu coração mais do que na primeira vez. Alguns livros infantis, aqueles que são bons de verdade, não um empacotado ou enlatado, são capazes do Sublime com uma potência que só pode ser invejada. Lamento que a "indústria cultural" esteja matando o Sublime.

Então: meu filho criou uns bichinhos, e eu escrevi. Uma história de ninar doméstica, ganhou forma física. Um conto de fadas de Minas Gerais. Uma jornada épica, mas intimista. Inspirado por alegrias e tristeza, acertos e erros, mitos e verdades. Artes de Laura Athayde! Editora Perabook!

Em casa de ferreiro, espeto de pau: meu filho tem *preguiça* de estudar idiomas.

Tenho birra de uma nada estética literatura infantil da "representatividade". Penso em Kant (of all people); ora, se o sublime requer uma interação de entendimento e razão (sensibilidade e a imaginação) no formar do julgamento estético, o prazer estético - ou a *busca - não é fundamental?

Hamilton e Senna são meus maiores ídolos. E, por isso, alguns anos atrás, quando a @plataforma21_ me convidou para criar uma história, nem hesitei. Escrevi sobre duas corridas especiais em Interlagos. Uma honra trazer de volta essa história. Obrigado! www.amazon.com.br/dp/B0DFPWQZX...

Quando uma AI pode escrever ou fazer uma canção, acredito que a complexidade técnica e a sofisticação estética — juntamente com as idiossincrasias do gênio inato de cada ser humano — são antídotos contra a reprodutibilidade técnica. A “aura” vai, Benjamin, resguardar a humanidade

ter uma criança inteligente é viver entre: meu deus, que criança esperta x só usa a inteligência pra fazer o que não deve. eu não deixei ele pegar meu boneco. ele: Nossa, você é egoísta. Você não fala pra eu dividir? Por que não segue as suas regras? resultado: meu surfista prateado no chão.

O Brandon Sanderson lança agora em dezembro o Wind & Truth. E bate o medo do final. Tem séries que vão bem e no fim... "Mago e Vidro" do Stephen King é um dos melhores livros de fantasia que já li... os 3 últimos (escritos no desespero pós acidente) são... algo. E as referências à Harry Potter?

Uma inundação na lavanderia. Meu filho de 5 anos, muito prestativo, foi lavar a roupa dele.